Engenharia “Estrela Gigante” da Mercedes ganha destaque na Copa do Mundo 2026

ALFA

A realização da Copa do Mundo de 2026 será dividida entre três países: Estados Unidos, Canadá e México. Por isso, há alguns anos, as três nações já remodelaram vários estádios esperando oferecer o melhor, em termos de engenharia e tecnologia, para os atletas e torcedores. Uma das instalações que vêm sendo preparadas é o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, que obviamente está relacionada — como já revela seu nome — à famosa fabricante de veículos.

O confronto entre a tradução FIFA e a engenharia de Atlanta

Quando a FIFA aceitou realizar partidas no Mercedes-Benz Stadium, viu-se diante de um impasse. Como esta entidade, que é uma das maiores do planeta, poderia lidar com esse grande logo de três pontas, com 33 metros de largura, posicionado estrategicamente na cobertura retrátil do estádio, sem “quebrar” sua rigorosa política comercial?

Vale lembrar que a entidade sempre foi conhecida por sua política de “local limpo”, que exige a remoção total de marcas não associadas aos patrocinadores oficiais do torneio. Enfim, parece que ela se viu obrigada a abrir uma exceção.

Segundo especialistas, seria impossível remover temporariamente esse detalhe de design sem comprometer sua integridade estrutural. E não adiantaria buscar outros estádios do mesmo porte na região para a realização do evento, considerando que o ecossistema esportivo está muito envolvido com a NFL e o Super Bowl, que já buscam uma relação diferente entre arquitetura e marcas.

As principais características do Mercedes-Benz Stadium

Projeto do escritório de arquitetura HOK, o Mercedes-Benz Stadium foi inaugurado em 2017 ao custo de US$ 1,6 bilhão. Atualmente, ele é considerado um dos estádios mais avançados tecnologicamente do planeta — certamente um grande marco para a engenharia. Até onde se sabe, foi inspirado no Panteão de Roma e concebido para atender múltiplos formatos esportivos e eventos de grande escala, sem comprometer a experiência do público.

Há vários detalhes sobre esta obra que gostaríamos de destacar. Primeiro, que seu formato é composto por oito painéis triangulares feitos em materiais avançados, como o ETFE (etileno tetrafluoretileno). O teto retrátil é leve e se movimenta rapidamente (de um ambiente fechado para uma arena aberta), como lâminas de uma câmera fotográfica, mantendo o controle climático e o conforto visual. Mas, do ponto de vista da engenharia, é um sistema altamente sensível.

Sem dúvidas, a versatilidade de configuração dessa arena — permitindo alterar de futebol americano para ‘soccer’ em poucas horas (com ajuste de assentos e sinalizações) — é o que convenceu a FIFA a escolhê-la como uma das alternativas para a Copa de 2026.

Fato curioso: o Mercedes-Benz Stadium possui um sistema de cortinas automatizadas que permite o ajuste da capacidade de público. Isso quer dizer que, mesmo se o estádio não encher, ainda parecerá lotado, mantendo a boa percepção espacial diante das câmeras.

O maior “halo” digital do mundo

A famosa cobertura do Mercedes-Benz Stadium ostenta um “halo board” que serve de suporte para a maior tela de vídeo HD em 360 graus do mundo, com 5.850 metros quadrados, envolvendo completamente o campo e oferecendo uma experiência muito imersiva para os espectadores. Ou seja, cada um dentro do estádio poderá ter uma visão privilegiada da ação, sem perder nenhum lance, especialmente os gols.